segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Rockstars que atacaram a igreja, Jesus Cristo e Deus

Enquanto bandas como The Killers e The Jonas Brothers são abertamente religiosas, há muitas outras que achincalham completamente, ou desprezam tudo o que a religião representa. O site Gigwise relembrou uma série de bandas e estrelas da música que denegriram, ridicularizaram ou marretaram a religião em entrevistas, músicas ou arte de álbuns. Alguns são ateístas, outros expressam alguma reprovação e, no outro extremo, há os grupos anti-religiosos que veementemente atacam a igreja, Deus e Jesus Cristo. Aviso: alguns exemplos são chocantes...




ImagemEm 1998, os rockeiros do Cradle of Filth foram a Roma para uma apresentação e decidiram fazer uma visita ao Vaticano. Nem um pouco preocupados com a controvérsia, os integrantes usaram camisetas com os dizerem "Eu amo Satanás". Em alguns instantes, foram cercados por policiais armados que se sentiram insultados. O vocalista Dani Filth mostrou suas credenciais do show para provar sua identidade mas aparentemente colocou mais lenha na fogueira, já que as credenciais apresentavam a figura de uma mulher sangrando, pregada na cruz. Eles foram detidos por uma hora para serem interrogados, mas no final das contas, foram liberados para se apresentar.






ImagemGary Numan já criticou e mostrou antipatia à religião em seus álbums "Sacrifice", "Exile", "Pure" e "Jagged". Falando sobre as gravações, em 1994, de "Sacrifice", ele disse: "A primeira música que escrevi foi sobre os perigos da fé cega. Quando refleti sobre minha própria falta de fé, me surgiu a idéia de que Deus e o Diabo podem ser a mesma coisa." Ele acrescenta: "Pessoalmente, eu não acredito nem um pouco em Deus, mas se eu estiver errado e existir mesmo um Deus, que tipo de deus seria esse, que nos dá esse mundo em que vivemos? Certamente não pode ser uma divindade boa. Na melhor das hipóteses, Deus deve ser cruel e egoísta."









Quando o clipe de Madonna para "Like A Prayer" foi lançado, em 1989, causou um escândalo imediato. Mostra crucifixos pegando fogo, Madonna com os estigmas de Cristo e o mais controverso, a cantora fornicando com uma estátua viva de Santo Martinho de Porres, que muitos afirmam ser um Jesus negro. O Vaticano e outros grupos cristãos repeliram a idéia, mas isso só aumentou o interesse pelo clipe e garantiu seu lugar na história do pop.

























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Em uma entrevista para o The Observer, em 2006, Elton John mostrou-se a favor de que a religião fosse "banida". Junto às farpas sobre o tratamento dado pela igreja à homossexualidade desabafou: "Do meu ponto de vista, eu baniria a religião completamente. A religião organizada parece não funcionar. Transforma as pessoas em lemmings cheios de ódio e não é misericordiosa." Também disse que líderes religiosos não estão fazendo o suficiente para parar a guerra, ainda dizendo que: "O mundo está quase rumando para a terceira guerra mundial, e aonde estão os líderes de cada religião? Porque não estão em assembléia? Porque não estão se unindo?" Podemos deduzir que o crucifixo que ele está usando na foto é um mero enfeite!





ImagemOutro que não se preocupa muito com controvérsia, Marilyn Manson (Brian Warner), em seu segundo álbum, "Antichrist Superstar", de 1996, deixou alguns religiosos tão revoltados que foram organizadas marchas de protesto contra o disco. O álbum conceitual está cheio de conteúdo anti-cristão, em faixas como "The Reflecting God" ("o Deus que pondera") e em letras pesadas: "When you are suffering, know that I have betrayed you" ("Quando você está sofrendo, saiba que eu o traí"). Anti-religião em toda a sua carreira, Manson chocou mais com o álbum "Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death)" ("Madeira Santa (da Cruz) [À Sombra do Vale da Morte]") em que se via o rockeiro passando por Jesus na cruz.




















Imagem"Imagine there's no countries / It isn't hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace" ("Imagine não haver países / Não é difícil / Nada pelo qual matar ou morrer / E nenhuma religião / Imagine as pessoas / vivendo a vida em paz"). Letras pungentes de uma das mais pungentes canções. "Imagine", de John Lennon. Mas a parte "nenhuma religião" tem sido criticada por grupos religiosos com o passar dos anos. Algumas covers da música trocaram as letras para "e uma religião também" para manter os tementes felizes, mas desrespeitando e minando o sentimento de Lennon no processo.




ImagemPartidários da repreensão à religião, o Slayer agravou o precedente, em 2001, com o lançamento do controverso "God Hates Us All" ("Deus nos odeia a todos"). Assustadoramente lançado em 11 de setembro, o título era uma alusão à permissividade de Deus com relação a assassinatos, terrorismos e coisas do gênero, fazendo nada para impedí-los. Além de músicas esculhambando a religião, a capa ainda mostrava pregos em uma bíblia (o guitarrista Kerry King queria os pregos em forma de um pentagrama, mas isso foi reprovado pela gravadora) e foi rapidamente banida por muitas lojas. Uma capa alternativa foi lançada em tempo.



ImagemA banda de death metal Deicide é assumidamente anti-cristã em suas letras e temas. O frontman Glen Benton tem uma cicatriz de cruz invertida, feita à fogo, em sua testa, e durante 1990, prometeu cometer suicído quando completasse 33 anos, a suposta idade em que Jesus morreu. Como era esperado, quando completou 33 anos em 2000, não se matou. Resumindo a posição da banda com respeito a religião, o baterista Steve Asheim disse: "A única razão da música satânica é blasfemar contra a igreja. Eu não acredito ou adoro um demônio. A vida já é curta o suficiente sem a perda tempo desse negócio de oração organizada, perseverança, esperança em algum ser superior".










ImagemFrancis Rossi, semi-calvo guitarrista e vocalista do Status Quo, deu uma cutucada na religião, em 2003. Ele disse: "Eu não acredito mais em um Deus que arrebenta todo mundo, eu não acredito no diabo, eu não acredito em um ser supremo que tudo vê, tudo ama. É tudo besteira."













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ImagemUm dos maiores hits do XTC, "Dear God", de 1986 foi boicotado por várias lojas que temiam uma revolta religiosa. De batida rápida (até o último verso), suas letras são provocativas, com cada verso dedicado a Deus e terminando com “Dear God, I Can't believe in you” ("Querido Deus, eu não posso acreditar em você"). Na levada final ouve-se o vocalista Andy Partridge declarar: “I wont believe in heaven and hell. No saints, no sinners, No devil as well. No pearly gates, no thorny crown. You're always letting us humans down. The wars you bring, the babes you drown” ("Eu não acreditarei em Paraíso ou Inferno. Nada de santos, pecadores ou diabo também. Nada de portões perolados ou coroa de espinhos. Você sempre desapontará a nós humanos. As guerras que traz, os bebês que afoga"). Sobre a bíblia, ele canta: "Us crazy humans wrote it... I know it ain't true and so do you" ("Nós humanos loucos que a escrevemos... Eu sei que não é verdade e você também sabe").


A lenda do Black Sabbath, Ronnie James Dio, causou um escândalo por conta da capa de seu álbum de estréia, "Holy Diver", em 1982, que mostrava um padre sendo chicoteado por um gárgula demoníaco. Pouco preocupado com a questão, Dio respondeu às críticas sugerindo que as aparências enganam, dizendo que poderia ser uma alegoria sobre um padre sendo corrompido pelo mal ou simplesmente o diabo torturando um clérigo azarado.





ImagemEm 1991, Chris Cornell e sua banda Soundgarden lançaram a faixa "Jesus Christ Pose". Embora sem atacar a religião propriamente dita, a música condenava as pessoas que usam a religião para obter lucro ou dizer que são perseguidos por suas crenças. O clipe elevou a discussão de alguma forma, mostrando cruzes pegando fogo, um esqueleto crucificado e (o mais chocante para os cristãos mais tementes), uma mulher crucificada.

















ImagemO vocalista Morgan Steinmeyer Hakansson, do Marduk, montou o grupo com o objetivo de criar a "banda mais blasfemadora do mundo". Ele não estava tão errado. A chocante "Jesus Christ... Sodomized" ("Jesus Cristo... Currado") fala: “Eat his body, drink his blood and be a slave under the yoke of god, Piss on Christ and kill the priest, follow nature - praise the beast” ("Alimente-se de seu corpo, tome seu sangue e torne-se um escravo sob o jugo de Deus, mije em Cristo e mate o padre, siga a natureza e louve a besta"). Encantador. Perturbadoramente, as letras do Marduk também lidam com o nazismo, embora a banda negue veementemente ser partidária dos princípios do partido alemão. Talvez seu trabalho mais perturbador seja a demo "Fuck Me Jesus".





ImagemDurante a turnê inglesa de 1997 do Cradle of Filth, a banda de metal revelou uma controversa camiseta em seus stands de merchandise. A estampa mostrava uma freira de topless se masturbando e o slogan "Jesus Is a Cunt" ("Jesus é um cabaço"), na parte de trás. Surpreendentemente, a peça foi banida em vários países, incluindo a Nova Zelândia, em que fãs encararam multas e sessões em tribunal por usá-la em público. Se esse negócio de inferno existe, esses moleques estão danados pela eternidade. Sem dúvida se sentirão à vontade, no entanto.







ImagemAssim como o Deicide (a outra banda do vocalista Glen Benton), a banda de death metal Vital Remains tem letras que, em quase a totalidade, são anti-cristãs. A música "Dechristianize", de 2003 (uma faixa conceitual sobre a "descristianização" da França durante a Revolução Francesa) ataca selvagemente a religião: “I deny god and all religion... Turn up the whites of their eyes... Dechristianize... Dechristianize!” ("Eu nego Deus e toda a religião... Revirem os olhos deles... Descristianizem... Descristianizem!"). As capas de seus álbuns tem o mesmo tom, notadamente a chocante arte de "Icons Of Evil", de 2007, que mostra uma figura gigante dando uma marretada no corpo de Cristo na cruz.





ImagemO artista Larry Carroll, pintou a arte de capa para o disco de 2006 do Slayer. Um Jesus Cristo com um olho só, com as mãos cortadas, sangrando, em uma macabra paisagem de sangue e cabeças decaptadas. O membro Kerry King gostou tanto que comprou a pintura original para sua coleção pessoal. Vários líderes religiosos não compartilhavam do mesmo entusiasmo pela obra, e, em coro, taxaram de "sacrilégio". Um grupo cristão inclusive, prestou queixa na polícia. Pouco depois, foi lançada uma desafiadora capa para a edição especial, que mostrava uma mão sangrando, com o estigma de Jesus.





















ImagemEm uma entrevista para o Evening Standard, em 1966, John Lennon advertiu o jornalista Maureen Cleeve:"O cristianismo vai sumir. Vai desaparecer e encolher. Eu não sei o que vai primeiro, o rock n' roll ou o cristianismo... (Os Beatles são) mais populares que Jesus agora." Ninguém reparou nos comentários até que foram impressos na revista teen "Datebook". A reação teve proporções bíblicas. Álbuns dos Beatles foram queimados em público, rádios de circuitos cristãos baniram suas músicas e shows foram cancelados. No fim das contas, Lennon foi forçado a pedir desculpas em uma conferência para a imprensa.





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